sábado, 21 de julho de 2018

TUA FAMÍLIA TE ADOECE?




Definitivamente, tenho aprendido que família é o local onde nos sentimos bem, onde nos sentimos amados, respeitados, acolhidos e valorizados. Não é somente o laço sanguíneo ou biológico, e com isso, estou dizendo que não importa se nesta casa onde você se sinta bem, tenha ali dois pais, duas mães, uma avó, uma mãe, um pai, alguns cuidando, entre outros. Portanto, muito além da estrutura familiar em que você viva, as atitudes de seus membros são determinantes para o bem estar das sua construção como ser humano.

Diante deste cenário, precisamos pensar que existem famílias que fazem com que você se sinta exatamente o oposto. Infelizmente algumas pessoas podem cruzar o seu caminho e contribuir para que você se sinta exatamente fora deste cenário. Não se engane: A família pode ser um dos lugares mais comuns, onde se desenvolvem as relações que nos adoecem. Seria normal uma situação dessas, se essas pessoas não fossem aquelas que fazem parte da sua “família”.

Aprenda, e nunca esqueça, que há algumas relações familiares que são tóxicas, que matam aos poucos. Talvez você já se identificou em um relação assim e nem sempre consegue lidar com uma família dentro destes moldes. Aprenda que você nunca deve ser obrigado a amar quem te humilha, a respeitar quem te desestimula ou proteger quem te agride. Isso não é família. Depois de ter esta consciência, você descobrirá que fica mais difícil esta relação, porque quase sempre elas não podem ser desfeitas. É lógico dizer, que é mais fácil encerrar uma relação com um namorado, parceiro ou amigo, do que com um membro de sua família, tais como irmãos, sogros, etc.

Aprendemos que família é muito importante em nossa formação e isto está correto. É através dela que somos educados, desenvolvemos nossa personalidade e é através deste ninho, chamado lar, que adquirimos as ferramentas necessárias para lidar com o mundo lá fora. Justamente por tudo isso é que temos a dificuldade de entender, que algumas relações familiares nos fazem mal e promovem um mal estar tóxico e adoecedor.

Nos tempos atuais, sabemos que educar os filhos e fazer deles cidadãos conscientes e fortes, estão entre as aquisições mais caras ao longo de toda uma vida. Esse preço não é apenas do ponto de vista financeiro, mas é muito maior, do ponto de vista emocional, de significados e de influências. Em muitas delas, esses valores são confundidos com superproteção, amor em excesso, projeções frustradas e a necessidade da realização dos projetos dos pais sem se preocuparem com os projetos dos filhos. Aprenda a dizer eu me amo, antes de aprender a dizer eu te amo. Isso fará uma grande diferença em suas decisões para toda a vida.

Aprenda a fugir das pressões em realizar os planos dos outros, nem tão pouco sentir-se obrigado a realizar os seus projetos no tempo que os outros determinaram. Algumas famílias, colocam em seus membros a necessidade de serem troféus afim de serem apenas exibidos: precisam passar no vestibular na primeira vez; precisam terminar a faculdade até idade tal; a aprovação no concurso precisa ser de primeira e as perdas e erros não podem ser tolerados em nenhuma tentativa. Para! Isso está te matando. A quem se presta esta perfeição toda? Tá tudo certo não ganhar sempre.

A sua autoestima e o seu amor próprio, devem ser uma receita a ser cultivada diariamente e cultivada por você. Claro, que se você está rodeado de familiares que só te fazem mal, esses cuidados preventivos vão perdendo o sentido. Pare e pense, como fica complicado para você, perceber o seu valor, quando as pessoas que convivem com você, estão ali para te criticar, humilhar, rotular e te darem cartas diárias de descrédito. Vai ser confuso para você, entender o quanto você vale, em casamento falido, em um relacionamento abusivo ou em uma família, onde elogios, reconhecimentos e abraços não existem.

Numa relação familiar tóxica, fica complicado enxergar a sua beleza, a sua inteligência e a sua capacidade de vencer. Onde há inferiorização, há isolamento, há saúde mental confusa. Vai doer abrir mão de quem te machuca, assim como dói não saber se você é uma pessoa incrível ou um lixo. Vai doer cortar a chupeta, mas é necessário.

Com o tempo aprendemos que precisamos afastar de quem nos anula – mesmo que seja a família – para lembramos o quanto a gente vale.

Paulo Veras é psicólogo clínico e organizacional, psicanalista, pedagogo, escreve e faz palestras, especialista em educação especial e inclusiva, especialista em docência do ensino superior e professor universitário em Goiânia-GO.

O PODER DA DECEPÇÃO

Com certeza, cada um de nós conheça uma pessoa que já tenha se decepcionado. É provável, que você já tenha se decepcionado e quem sabe...