sábado, 8 de setembro de 2018

PESSOAS DE VIDA INTERESSANTE



Já observou pessoas de vidas interessantes? É tão bom conviver com elas. Pessoas com vidas interessantes não tem chilique nem fazem cena. Não enchem “o saco” dos outros. Não cuidam da vida das outras pessoas e nem fazem fofocas. Pessoas de vida interessante, elogiam mais que criticam, são simples, são humildes, torcem pelo sucesso dos outros e vibram junto com as suas conquistas. Ao invés de reclamar, apontam soluções e ao invés de ódio, espalham gentilezas.

Elas trocam de plano, quando o plano não dá certo e sempre enxergam uma solução quando os outros enxergam problemas. Sabe, pessoas com vida interessante investem em seus projetos, mesmo que eles não tenham garantia de êxito. Elas interessam por pessoas que pensam diferente dela e respeitam a opinião que não é compatível com a sua. Pessoas interessantes entendem que a diversidade e o diferente são sempre riqueza e não problema. Quando uma pessoa tem vida interessante, ela aceita as família diferentes da sua, respeita as variadas formas de amar, respeita o ponto de vista político e religioso que sejam diferentes dos seus.

Pessoas assim, aceitam convite para fazer o que nunca fizeram, estão sempre dispostos a mudar de cor, de rota, do prato preferido e de situações que não encontram mais significados. Pessoas de vida interessante começam do zero inúmeras vezes e isso faz com que se tornem fortes e resilientes. Geralmente não se assustam com a passagem do tempo, porque elas sabem aproveitá-lo muito bem. Pessoas de vida interessante sempre viajam, para lugares diferentes e para dentro de si mesmas. Estão sempre dispostas a conhecer algo novo, a desenvolver uma nova habilidade e a ensinar o que sabem.    

Pessoas que tem vida interessante, tem mente aberta, gostam de leitura, de ouvir as pessoas e de um bom papo. Fazem sexo, fazem amor, fazem amigos, fazem o bem e dão um significado muito forte para a sua vida, por isso faz dela uma vida interessante. São pessoas que lidam sempre com a verdade, com a sensatez e valorização do outro. Sempre tem em suas mãos um punhado de vontades e na cabeça um punhado de ideias. Sempre tem a certeza que não tem nada a perder e se perder, são maduras para continuar em frente.

Pessoas com vida interessante amam a si mesmas antes de tudo. Assim conseguem amar os outros. São pessoas que lidam bem com sua solidão e descobrem muito cedo que não precisam ter um relacionamento para ser feliz. Elas são felizes e por isso conseguem se relacionar. Mas se isso não acontecer, está tudo bem. Aprendem que sendo interessantes, sempre se conectam com outras pessoas também interessantes. Cuidam se sua saúde mental e física, preocupam-se em fazer o bem e assim, o bem sempre lhes encontram.

As pessoas que fazem de suas vidas algo interessante, se cuidam, se amam do jeito que são, se colocam no colo, se dão presente, se mimam e conseguem rir de si mesmo. Entendem bem depressa que ser interessante é um problema seu e o maior beneficiado é ele próprio. Entende também que ser interessante é um presente que deve se dar a si mesmo e não aos outros.


Paulo Veras é psicólogo clínico e organizacional, psicanalista, pedagogo, escreve e faz palestras, especialista em educação especial e inclusiva, especialista em docência do ensino superior e professor universitário em Goiânia-GO.

domingo, 2 de setembro de 2018

TENHO ORGULHO DE QUEM ME TORNEI?



Quando pensamos em quem somos, é inevitável que pensemos em quem nos tornamos. Somos frutos de uma construção e de um processo de desconstrução que é feito diariamente, a todo instante, em todo o tempo. Descobrimos que não somos o que éramos, mas não somos ainda o que gostaríamos de ser: isso é um processo que vai nos criando e nos ressignificando. Assim, vamos gostando ou não, cada vez mais da pessoa que vamos nos tornando.

Tornar-se alguém, não se trata apenas de crescer fisicamente, de pintar os cabelos, fazer dieta ou ir treinar na academia. Tornar-se o que se deseja, é preciso crescer na alma, se ajustar criativamente e sentir-se bem consigo mesmo. É o ato de olhar-se nos olhos de vez em quando, de se interrogar e auto refletir. É aceitar os erros, refazer o plano e seguir em frente. Apesar das escolhas e das decisões tomadas no passado, ter sempre bem claro, que se tornar o que se deseja é um risco, é cansativo e exaustivo.

Nossos conceitos mudam e a nossa visão amplia. Nesse processo há muros que nos privam de muita coisa mas há muitas pontes que nos levam a outros mundos. Vamos construindo umas marcas, vamos ganhando outras e em todas elas os arranhões ficam. Os machucados são inevitáveis e as cicatrizes vão se tornando peles da resistência e isso nos torna mais forte do que erámos há um tempo atrás.

Vamos criando o nosso estilo de ser e de viver. Algumas opiniões não tem mais importância e aquilo que magoava antes, hoje não incomoda nenhum pouco. Isso é auto estima e ela vem com tempo e com as experiências que vida vai nos ofertando.  Isso nos leva a entender e aprender a ficar mais perto do nosso ideal e a distanciar do ideal do outros. Este ideal, tanto faz. É com o tempo que vamos aprendendo a dar satisfações a nossa consciência e vamos descobrindo que ela nem dói tanto. Vamos não tendo mais vergonha da simplicidade que temos e do que conseguimos construir.

As pessoas que passam pela nossa vida ajudaram também a nos tornar quem somos. Do mesmo modo, as pessoas que se foram também ajudaram neste crescimento Isso nos ensina que nenhuma companhia é eterna e nenhum lugar é o único, dessa feita, o importante é aproveitar o momento ao máximo. São com pessoas do nosso lado é que vamos dando valor aos nossos sonhos e perseguindo as metas que colocamos para esta construção. Vamos descobrindo quais são os amigos verdadeiros, aqueles que vamos levar pra toda a vida e isso não quer dizer, que não vamos encontrando novos bons e verdadeiros amigos pelo caminho.

Nosso crescimento nos permite pisar em outros mundos. Permitimos que outros mundos pisem em nosso território também. A auto confiança vai nos tornando mais flexíveis, mais maleáveis e mais resilientes. Aprendemos a ser mais reservados, a expor menos a nossa individualidade, bem como a expor menos o outro e as suas dores. Vamos entendendo a importância de conhecer pessoas, de abrir novas oportunidades com elas e a compreender que uma pessoa pode significar muito para o nosso futuro.

Vamos tomando consciência que somos o resultado dos machucados, dos banhos de chuva e dos resfriados. Somos frutos das brincadeiras de ruas, da primeira viagem sozinho, das vacinas que recebemos, das canções que cantaram pra nós e das canções que aprendemos a cantar. Nos tornamos quem somos, através do primeiro emprego, dos professores que tivemos e das mortes internas que somente nós, sentimos a dor.

Somos o resultado de dificuldades diárias, de conquistas difíceis e de muitas frustrações. Somos o que somos, porque somos frutos da influência da família dos amigos, das pessoas que nos rodeiam e dos amores que construímos ou que deixamos de construir. Somos também, um pouco de decepções, de lágrimas e de risos. Nos tornamos na maturidade inevitável que a vida oferece e esta maturidade nos ensina a nos incomodar menos com o que os outros pensam sobre nós e mais com o que pensamos sobre nós mesmo. Somos um pouco da frieza das rejeições e um pouco da dureza das pancadas que nos deram. Mas que bom, que ainda assim, somos candura, aceitação e leveza.

Chegar a ser o que se deseja é um caminho que se deve percorrer, às vezes sozinho, muito pouco acompanhado. Ser o que se deseja é também uma escolha nem sempre fácil, nem sempre tranquila, mas recompensador. É um caminho que de orgulho próprio, que destoam de todos os outros mas que é o seu caminho. É a descoberta de planos grandes, de vontades incompreendidas. É uma construção única, feita de metades e de completos. Feito de ser, com todo o ser.


Paulo Veras é psicólogo clínico e organizacional, psicanalista, pedagogo, escreve e faz palestras, especialista em educação especial e inclusiva, especialista em docência do ensino superior e professor universitário em Goiânia-GO.

O FASCÍNIO POR HUMILHAR

Não se engane: Quanto melhor você tratar as pessoas, mais autoestima você tem. Só humilha as pessoas, em especial as mais humildes e ...