segunda-feira, 18 de outubro de 2021

FIQUE ATENTO NA FORMA COMO AS PESSOAS TE TRATAM

 


Preste atenção, porque as vezes se leva um tempo para entender mesmo. É exatamente o oposto: a maneira como as pessoas te tratam é que vai despertando em você, sentimentos bons ou ruins; emoções ajustadas ou não; empatias ou antipatias.

Acontece que a sua vontade de dar certo é tão grande que vira teimosia. Você idealizou tanto algo (romance, amizade) que nem percebe como o outro está te tratando e com a sua permissão. Isso é sempre muito importante e não deve jamais ser interpretado como “é o jeito dele” ou “uma hora ele muda”.

Perceba que muitas vezes não há sentimento nenhum envolvido. O tratamento que você recebe é apenas em função da sua serventia e da utilidade que você tem e quando isso deixar de existir o “sentimento” que você pensava ter do lado de lá, também acaba.

Então, pare de imaginar que essa relação vai dar certo, só porque você se doa completamente e tem o maior sentimento possível, é fiel e comprometido. Até quando você consegue carregar essa relação só? Não é te tratar de um jeito bom somente, mas é te tratar do jeito que você merece, de forma consciente e madura e isso te deixa bem.

Fique de olho, na maneira como a tratativa do outro te deixa: tem te melhorado ou tem te deixando mal? Fique de olho nas reações e atitudes com as suas conquistas, suas derrotas, seus projetos e suas limitações. É na prática que as pessoas mostram o que sentem por você. As atitudes são sempre muito reveladoras, mas sua carência costuma te deixar cego.

Por fim, não esqueça, que enquanto você der plateia para as pessoas te tratarem mal, você estará permitindo elas te ferir e isso não tem nada a ver com sentimento e sim com sofrimento.

 

Paulo Veras é mestre em educação, psicólogo clínico e organizacional, psicanalista, pedagogo, escritor e faz palestras, especialista em educação especial e inclusiva, especialista em docência do ensino superior e professor universitário em Goiânia-GO.


quarta-feira, 1 de setembro de 2021

SE NEM VOCÊ GOSTA DE TODO MUNDO, POR QUE FICAR TENTANDO SER AMADO POR TODOS?

 


Ser agradável e gentil com as pessoas não é um defeito, muito pelo contrário, é uma virtude nobre, que o torna mais educado, mais atraente e até mesmo mais querido pelas pessoas.


Quando se é educado com esse comportamento, a pessoa que o faz sempre ganha: primeiro por ver a alegria do outro que é beneficiado e segundo pela satisfação pessoal quando se faz essa gentileza.


O problema em ser agradável é quando essa atitude deixa de ser espontânea e passa a ser uma obrigação, tornando assim, um comportamento forçado, superficial e gerando desconfiança nas pessoas. E preciso buscar entender, porque a pessoa carrega a necessidade extrema de querer agradar todo mundo, forçando atitudes, despertando constrangimentos e até a repulsa de muitos.


Quando isso não incomoda quem o faz, a pessoa ao contrário de ser gentil, vai ser tornando chata e indelicada. Vai aos poucos abrindo mão de ser quem é de verdade, para viver um personagem que tem a necessidade de agradar a todos, para que todos a agradem e a recebam. O curioso, é que mesmo sabendo que não gosta de alguns, tem a intenção de agradar a todos.


O prejuízo emocional a médio e longo prazo para o sujeito pode ser enorme. O peso que esse comportamento traz, acarreta e ele insegurança, ansiedade, uma pancada na sua autoestima, grande dificuldade em tomar decisões, sem contar que quando for necessário relacionar-se de verdade com alguém, pode não conseguir ou não passar da superficialidade.


É preciso ter claro desde cedo em nosso processo educativo, que nenhum ser humano conseguirá agradar a todos em qualquer tipo de relacionamento e isso não torna ninguém pior ou menos importante. Claro, que algum de nós já fizemos o que não gostaríamos em função de outra pessoa ou até mesmo em função de um grupo ao qual pertencemos. Mas se tornar escravo dessa obrigação e refém desse tipo de comportamento é sinal claro de que se precisa de ajuda.

 

Paulo Veras é mestre em educação, psicólogo clínico e organizacional, psicanalista, pedagogo, escritor e faz palestras, especialista em educação especial e inclusiva, especialista em docência do ensino superior e professor universitário em Goiânia-GO.

terça-feira, 10 de agosto de 2021

É AGREDINDO QUE SE APRENDE A AGREDIR

 

É sendo agredido que se aprende a agredir, afinal só vamos ensinar e dar ao outro, aquilo que fomos aprendendo com as pessoas que convivem conosco. Educar com agressão é perigoso, porque se mistura dois elementos que nunca devem andar juntos: o amor e a violência. Não é só violência física, mas psicológica também.


São estas pessoas, que mesmo sem saber, vão nos educando. Sendo assim, a repetição de um comportamento cruel e perverso, não tem a ver com o conhecimento ou com a posição social ou religiosa que a pessoa ocupa, mas sim, tem a ver com a maneira como ela foi educada.


Portanto, qualquer pessoa, que tenha sido tratada com medo, na base da coação, impelida a fazer algo à força, não é educada jamais para se amar ou respeitar o outro, mas sim, é educada para se defender. Logo, acredita que a melhor maneira para fazer isso é atacando, ou ainda, a melhor maneira de educar o outro, é agredindo-o.


Passa a admirar o agressor, defende facilmente todo tipo de agressão e repete que é assim que se aprende, que é assim que se educa. Admira tanto, que faz igualmente. Violentar de todas as formas é comportamento comum e chama de frágil aquele que pensa diferente.


Virar esse conceito e libertar-se disso pode se levar uma vida inteira. A regra é simples: quem ama não violenta.

 

Paulo Veras é mestre em educação, psicólogo clínico e organizacional, psicanalista, pedagogo, escritor e faz palestras, especialista em educação especial e inclusiva, especialista em docência do ensino superior e professor universitário em Goiânia-GO.


quinta-feira, 1 de julho de 2021

TRÊS PONTOS SOBRE MUDANÇA

 


Podemos resumir aqui, três grandes motivos do porque as pessoas costumam não mudar em seus relacionamentos, hábitos e comportamentos.


O primeiro é um forte apego ao passado como modelo de sucesso. É a ideia de que sempre foi assim e deu certo ou ainda a ideia de que em time que está ganhando não se mexe. Quando se pensa em mudar a partir desta realidade, a pessoa sente-se na obrigação de explicar o porquê desta mudança uma vez que não é muito claro os objetivos que levou a esta decisão. Sim, às vezes mesmo dando certo, podemos mudar para dar mais certo ainda.


O segundo motivo está associado ao medo que a mudança oferece. O desconhecido e a necessidade da aposta são causadores de grande parte da insegurança, ou seja, melhor se agarrar ao que já é conquistado do que correr o risco. Entender as vantagens e os benefícios que a mudança pode trazer não é tarefa fácil e nem todos tem essa capacidade de compreensão. Aqui, mudar não significa que está errado, mas mudar significa possibilidade de crescimento, de amadurecimento e de auto desafiar-se.


O terceiro fator, e talvez seja o mais perigoso é a alienação na qual a pessoa está envolta, que dentre outros fatores, faz com que ela não veja que está errada. Sempre é tempo para mudar quando se está errado; mas o desafio é perceber e aceitar o erro. Ver o erro e aprender com ele é sinal de inteligência e oportunidade de ser tornar uma pessoa melhor.


Admitir o erro nos tira do lugar de inflexibilidade (rígido, cabeça dura); de ingenuidade (acredita que tudo vai mudar, sem que ele mude); de negativismo (desconfia e não acredita nas possibilidades); do julgamento (o outro é sempre o culpado pelo erro) e da necessidade de perfeição (admitir o erro o torna frágil e inferior). Errar é parte fundante do crescimento de cada um.

O erro é a possibilidade que a vida te dá para crescer.

 

Paulo Veras é mestre em educação, psicólogo clínico e organizacional, psicanalista, pedagogo, escritor e faz palestras, especialista em educação especial e inclusiva, especialista em docência do ensino superior e professor universitário em Goiânia-GO.


quarta-feira, 30 de junho de 2021

VOCÊ NÃO TEM O DEDO PODRE

 


Geralmente, as verdades mais doídas são aquelas que destroem as nossas ilusões, porém, crescer implica em abrir mão de certas ilusões para lidar com as realidades que precisamos encarar.

Nos tornamos adultos a partir do que vivemos na infância, como experiências boas ou ruins que nos envolvemos, entre estas, podem estar os sentimentos de rejeição e de abandono. As situações que vivenciamos enquanto crianças, vão modelar a nossa forma que atuamos como adultos. É por isso que elas se repetem. A diferença é que não somos mais criança. Precisa -se elaborar.

Se estas questões não se tornam conscientes, a tendência é repetir e repetir, na tentativa de corrigir o que não foi bem elaborado na infância, projetando nas pessoas e na relações em que se envolve. Sendo assim, investir em nós mesmos nunca é um custo e sim investimento.

Desse modo, acreditamos que o outro é que vai resolver nossa carência e nossa dependência. Quando esse investimento não acontece, você se percebe revivendo situações com as mesmas reações, com os mesmos sentimentos, com as mesmas dores, embora com pessoas diferentes.

Embora você decida, racionalmente que não vai mais fazer aquilo, ou ter tais atitudes, ou fazer tais escolhas, não tem jeito: lá está você fazendo tudo de novo dando vida a vínculos imaginários.

Compreenda: se consciente você não nota isso é inconsciente que você repete. Para de tentar vencer a si mesmo pelo cansaço.

Entenda que o contexto se manterá o mesmo até que você tenha consciência e consiga mudar. Faça terapia, mal não faz.

 

Paulo Veras é mestre em educação, psicólogo clínico e organizacional, psicanalista, pedagogo, escritor e faz palestras, especialista em educação especial e inclusiva, especialista em docência do ensino superior e professor universitário em Goiânia-GO.

segunda-feira, 17 de maio de 2021

O MUNDO NÃO GIRA EM TORNO DE VOCÊ

 



Não deixa de ser interessante o fato de você se dar atenção, ter sua dose de individualismo e dedicar tempo para o seu autocuidado. Mas achar que o mundo todo deve girar em torno de você é loucura. Não, nem tudo é sobre você sabia?

O seu egocentrismo te faz pensar isso, além da fragilidade que grita o tempo todo atenção, palco e plateia. O que acontece à sua volta, na maioria das vezes, não tem nada a ver com você e não te envolve nem um pouco. Esse delírio de grandeza que você alimenta, te faz pensar que o outro te odeia porque você é exclusivo, bonito, único, inteligente, poderoso ou até porque o outro é um coitado e precisa de você. Acredite: o outro vive bem sem você.

Aprenda que as pessoas não vivem preocupadas com a sua opinião e nem com as suas necessidade e suas vontades. O que as pessoas postam, falam, escrevem pode não ter nada com você, com o que você pensa ou com o seu comportamento.

Entenda que as pessoas não sentem inveja de você, até porque você pode não ser uma pessoa com perfil invejável. Acontece que o seu ego inflado não deixa você ver que tem necessidade enorme de auto afirmação e sofre quando não é agradado ou adulado. Se achar o centro, nunca foi nem e nem é uma qualidade, pelo contrário.


As pessoas tem suas histórias, suas dores, o seu próprio universo e por isso mesmo devem ser respeitas quando decidem seus limites, quando fazem suas escolhas e quando decidem ir embora. Não crie expectativas achando que o mundo precisa seguir a sua opinião e a sua vontade.

Pense que até o fato de algumas delas irem embora de sua vida, não é necessariamente sobre você, mas, sobretudo, sobre elas mesmas, sobre priorizar muito mais a vida delas do que a sua.

 

Paulo Veras é mestre em educação, psicólogo clínico e organizacional, psicanalista, pedagogo, escritor e faz palestras, especialista em educação especial e inclusiva, especialista em docência do ensino superior e professor universitário em Goiânia-GO.


domingo, 18 de abril de 2021

NÃO É O AMOR QUE DECEPCIONA. SÃO AS SUAS EXPECTATIVAS

 


Não tem jeito: quando nos dispomos a relacionar com alguém, criamos uma série de expectativas sobre o outro e isso não configura um grande problema.

O problema maior é quando nos apegamos à nossas expectativas. É quando não abrimos mão da falta ao ponto de dizer que ou é do seu jeito ou nada acontece. Entender que esse elemento é sempre individual e procurar entender o que de fato está acontecendo, ajuda muito a lidar com a frustração (que também é individual) quando os seus desejos não forem atendidos.

Além disso, o perigo reside ainda no fato de que temos a tendência a idealizar no outro, algumas projeções para além – ou para aquém - daquilo que o outro realmente é. Quando isso acontece, estamos abrindo uma porta para ignorar as faltas do outro e para menosprezar o nosso papel nesta relação, ou seja, o outro é sempre mais importante do que eu.

Reconhecer que o outro é um sujeito que não tem a obrigação de atender as nossas expectativas é acima de tudo libertador. Porém é mais libertador ainda, entender que não precisamos da afirmação do outro para que nós aprendamos a lidar com as nossas expectativas. Viver sempre na base do 8 ou 80 é sofredor, até porque os dois lados são a mesma coisa: extremos. Viver de extremos, além de neurótico é perigoso.

Portanto, não é o amor que nos decepciona ou outro sentimento que acontece em todas as relações. O problema pode estar no excesso de expectativas que depositamos nestas relações; na incapacidade de ver os dois lados da situação; na incapacidade de ver e lidar com a realidade e sobretudo, de lidar com a frustração quando não acontece o que você planejou.

 

Paulo Veras é mestre em educação, psicólogo clínico e organizacional, psicanalista, pedagogo, escritor e faz palestras, especialista em educação especial e inclusiva, especialista em docência do ensino superior e professor universitário em Goiânia-GO.




FEMINICÍDIO E PSICANÁLISE: Quando a violência revela o fracasso em lidar com a alteridade.

  O feminicídio, entendido como a forma mais extrema da violência de gênero, pode ser analisado à luz da psicanálise como manifestação de es...