sexta-feira, 30 de outubro de 2009

DIA VERDE


Primeiro, quero dizer, que a idéia do Jay e Alê do Ká Entre Nós, é de extrema importância. Assim sendo, deve portanto ser um assunto de suma importância para todos nós.

Entre tantos cuidados que temos que ter com o meio onde vivemos, eu quero citar a água, a nossa rica água. Eu fico imaginando, como seria a terra sem água. Na verdade a terra não seria. Tão grande é o prazer que a água nos trás, que é impossivel imaginarmos um dia sem a água.

Mas para açgumas pessoas, esse recurso simplesmente não tem importância. A água que chega em sua casa, nada mais é, so que um bem, que se compra, paga e portanto tem-se o direito de consumo e abuso. Acredito que pessoas assim, não tem noção, que tudo que temos, provem ou faz parte da água.

Há pequenas medidas que podemos tomar e que no fim, fazem uma grande diferença no universo da nossa necessidade de água. Para muitos, essas atitudes representam apenas uma gota no oceano. Mas é interessante dizer, que o oceano sem uma gota d'agua seria imcompleto.

Será se pensamos com frequência, na água que usamos ao lavar o carro, na maioria das vezes em demasia? A torneira que às vezes fica aberta por horas a fio? A santa barba de todo dia, que fazemos com a torneira aberta? E o banho, que poderia ser mais rápido ou pelo menos com o chuveiro menos aberto? E que tal racionar a água que usamos ao aguar as plantas do jardim?

Tem um dito popular que fala: "Só damos valor a água, quando a fonte seca". Sensato seria dizer, que damos valor a água, enquanto existe na fonte. Irracional é submeter o planteta a uma guerra e num futuro bem próximo, por conta da água.

Viva o Dia Verde! Viva a água!

Paulo Veras é psicólogo clinico e organizacional e professor universitário em Goiânia-GO.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

RECUSA AO CRESCIMENTO


Crescer é um processo natural da vida. Partindo dessa primissa é correto afirmar que crescer é um processo inevitável. Correto? Mas é impressionante como algumas pessoas se recusam a crescer. Elas querem ser eternamente crianças. Esse processo é o que chamamos de Egoismo ou ainda Egocentrismo.

Se observarmos atentamente, nossas atitudes e as atitudes das pessoas que estão à nossa volta, veremos o quanto somos esgoistas. Mas até ai, tudo bem. Vezes por outra, é até necessário sermos egoistas e proteger o nosso "território". Não ter um pouquinho de egoismo em nosso dia a dia, seríamos rapidamente chamados de bobos.

Quando essas atitudes começam a ser problema? Quando recusamos a crescer ou recusamos a nos tornar adultos, caracteriza-se problema. O egoista, é aquele adulto ainda vestido de criança e que é rodeado de uma fantasia de que, o mundo, as atitudes, as coisas, os gestos giram em torno de si. Essa "criança" possui como referencial, ela mesma, para a realização de todos os fatos e as suas relações.

O pior para se conviver com pessoas altamente egoistas, é que seus interesses sempre são os mais importantes e faz com que todos se encaixem nesses interesses. Por conta disso, o egoista sofre muito, quando o mesmo não é a prioridade no meio em que convive. Sua ingratidão, faz com que um desejo dele, que você não atendeu, elimine todos os demais que você atendeu.

Toda criança é egoista, egocentrica. Mas ela precisa passar por essa fase, até mesmo para aprender a referência do eu e da sociedade em que ela terá que aprender a viver. A diferença de uma criança e de um adulto-criança egoista, é que a primeira precisa se apegar às pessoas, familia, amigos... já o segundo, apega-se muito rapidamente às coisas. Seria dizer que: aquele que atende suas vontades vira amigo. Se essas vontades não forem mais atentidas, acaba-se a amizade.

Uma das características mais fortes do egocêntrico é fazer o bem. Sim, fazer o bem. Acontece que esse "fazer" tem um preço muito caro, onde aquele presenteado, torna-se preso ao presenteador por conta do presente. Em outras palavras: Fique com o presente e algeme quem te deu. A recusa do adulto em deixar de ser criança, baseia-se num episódio que todos nós já vivenciamos quando criança: "Se nao deixar eu brincar, eu nao empresto a bola. A bola é minha"

Birras, brigas, cenas, choros, soluços, sumiços, marcam as relações de um egocêntrico. Sempre que querem algo, prendem a bola e só entregam em troca de brincar no jogo. Nada se resolve de forma natural, com o uso do bom senso, com a sensatez de um adulto que não precisar chorar pra chamar a atenção nem solicitar piedade. Mas o egoista precisa de platéia.

Nas relações amorosas, há alguns que negociam até o sexo. O beijo. O carinho. Nada é de graça. Algumas negociações parecem ser de graça e essas que são as mais perigosas. Se não muda o comportamento, muda-se o namorado. Se a relação não vai na profundidade de sua necessidade, cria-se ali um problema: O problema da minha carência. Carência cura-se doando. Mas quem disse que o egoista consegue se doar? Pior é se dois egoistas se encontram e resolvem negociar, digo namorar. Quem namora quem?

O egoista não consegue doar, dar de graça, se entregar. Se faz isso, ele vai te lembrar pro resto da vida, o dia em que ele fez e por isso agora, você deve fazer por ele. Ele vai ter dificuldade de te dar a metade da erviha; o outro lado da cama; o ultimo bife assado; esperar alguém que chega na hora e nunca vai mudar de canal no televisor por conta do seu programa favorito. Se há erros, são dos outros. Pra ele fica as justificativas.

Porque isso? De onde vem? Isso pouco importa. O que importa mesmo, é o que você faz com isso e como você lida com isso.


Paulo Veras é psicólogo clínico e organizacional e professor universitário em Goiânia-GO.