sexta-feira, 29 de junho de 2018

PRESTE ATENÇÃO EM VOCÊ





Preste atenção em você. A vida nem sempre é um conto de fadas, mas não pode ser considerada por você, como um conto de falhas. Desde cedo, não somos ensinados a cuidar de nossa saúde mental, de nossas emoções e chega um momento que você pode não suportar carregar tantas dores sozinho. Não carregue o prêmio do “bonzinho”.

Não tem nenhum problema ficar longe de alguém que te feriu, que te humilhou ou que te fez sentir menor, te fez sentir inferiorizado. Dê a distância que o outro solicita e respeite-se. Reconheça o seu lugar no mundo e reconheça que nem sempre temos lugar na vida dos outros, neste mundo. Cerque-se de pessoas que reconhecem o seu valor e vacine-se contra aquelas que te fazem sentir um lixo. Aprenda a deixar ir tudo aquilo que não faz bem e aproveite as novas oportunidades que vão chegando sempre. É necessário aprender a ver as entre linhas.

Não tem nenhum problema se você não consegue perdoar. Trabalhe antes o seu auto perdão e cuide de sua saúde emocional. Deixe leve a sua cabeça, diminua as suas dores e quando for preciso perdoar o tempo, as pessoas e os fatos, isso acontecerá por si mesmo. Não tenha a obrigação de amar alguém para ser feliz, até porque a felicidade não é uma obrigação que devemos colocar nas mãos dos outros.

Evite comparar-se com os outros. Na maioria das vezes, as comparações nunca são saudáveis e desde muito pequeno, somos vítimas de comparações para que nos tornemos iguais aos outros, a ter o que os outros têm, a competir com o outro, a ter as mesmas qualidades que os outros têm, mas não somos ensinados a valorizar o que somos e o que temos. Isso sempre acaba com a nossa felicidade. As comparações roubam nossa felicidade e a nossa capacidade de auto se valorizar.

Não se culpe por não ter conseguido o que outro conseguiu com a mesma idade que você tem. Não chore debaixo do chuveiro por achar que faz tudo errado e que nada dá certo pra você. Embora seja parecido, o tempo tem um compasso para cada um de nós e entender esse compasso é um processo doloroso. Ninguém deve ser obrigado a ser feliz no tempo dos outros. Saiba que o outro chora também por dores diferentes, por feridas que ainda não sararam e por faltas que ainda não foram substituídas.

Não se desespere por não controlar tudo o que acontece com você. Não controlamos mesmo e isso é muito bom. Viver para os outros é bem mais caro do que viver para nós mesmos. Quanto mais maturidade vamos alcançando, mais difícil fica, para nos encaixar em padrões que os outros criaram. Evite cobrar todas as explicações da vida e deixe que ela nos apresente algumas surpresas. Quando a saúde emocional não vai bem, o corpo paga o preço, um alto preço.

Paulo Veras é psicólogo clínico e organizacional, psicanalista, pedagogo, escreve e faz palestras, especialista em educação especial e inclusiva, especialista em docência do ensino superior e professor universitário em Goiânia-GO.

terça-feira, 19 de junho de 2018

SUICÍDIO NA INFÂNCIA E NA ADOLESCÊNCIA




O suicídio é hoje a terceira causa de morte na adolescência e a tentativa de autoextermínio a principal causa de emergência psiquiátrica em hospitais gerais do Brasil. Perde apenas para os homicídios e para o trânsito.
 


Nos últimos 10 anos, têm aumentado as taxas de tentativa de suicídio e suicídio consumado em jovens. Nas duas últimas décadas, o índice de suicídios aumentou em 90% bem como a ideação suicida. O número de crianças e jovens que se auto mutilam tem crescido de forma alarmante nas escolas e universidades e nós precisamos falar disso e buscar cada vez mais a prevenção contra este comportamento. 

No Brasil, a taxa de suicídio em jovens entre 15 a 24 anos aumento 20 vezes de 1980 para 2000, principalmente entre homens (Wang, Bertolote, 2005). 98% das pessoas que cometem suicídio apresentam algum transtorno mental à época do Suicídio (Flesmann, 2002), especialmente transtorno do humor (depressão, transtorno bipolar, etc). 

Por outro lado, nem todo suicida tem diagnóstico prévio, ou sequer um comportamento que o denuncie. Mais de 70% das crianças e adolescentes com transtornos de humor grave não apresentam diagnóstico e muito menos um tratamento adequado. Isso nos alerta para não nos deixarmos levar pelas crenças e mitos que rodeiam os comportamentos suicidas.

Os fatores protetores precisam ser fortalecidos, o apoio dado pela família, principalmente. A escola também precisa estar presente e sobretudo, escutar e estar à disposição de quem precisa. O apoio à família que é vítima de uma pessoa que se suicidou precisa também ser presente e eficiente. É importante refletir que o suicida não quer morrer e sim parar de sofrer e para isso o suicídio é visto como uma solução.

Contudo, para aquele que tira sua vida, a morte é uma saída definitiva para algo que poderia ser temporário.

Paulo Veras é psicólogo clínico e organizacional, psicanalista, pedagogo, escreve e faz palestras, especialista em educação especial e inclusiva, especialista em docência do ensino superior e professor universitário em Goiânia-GO.

QUEM É SEU PAI?

Talvez não é o homem que você sonhou e talvez você nunca o viu, com uma possibilidade enorme de você nunca o conhecer. Além disso, que...