sábado, 3 de novembro de 2018

O FASCÍNIO POR HUMILHAR




Não se engane: Quanto melhor você tratar as pessoas, mais autoestima você tem. Só humilha as pessoas, em especial as mais humildes e aqueles são diferentes dela, as pessoas inseguras quanto ao que elas são e aos seus valores. Não considerar as pessoas que convivem de forma diferente da sua, é uma demonstração clara de baixa autoestima e de fraqueza emocional. Pessoas grandes respeitam e valorizam os seus semelhantes.

Uma autoestima elevada e saudável não está relacionada a esse tipo de comportamento, mas pelo contrário, quem é seguro se si, promove quem está a sua volta a ser sempre uma pessoa melhor. Ter autoestima, não tem a ver com bens materiais, status ou beleza – isso está relacionado com a vaidade e vaidade é sempre externo. A autoestima, no entanto, é um processo interno, é individual, é construção íntima e é feita sem máscaras.

A insegurança geralmente gera o fascínio pela necessidade de oprimir o outro, de silenciá-lo. A insegurança gera a necessidade de demonstrar o tempo todo, a autoridade e o poder, muito mais para convencer a si mesmo, do que para convencer os outros. Além do medo incontrolável de rejeição, essas pessoas, que sentem prazer em humilhar seus semelhantes, possui uma pobreza gigantesca de entendimento, acerca da qualidade de quem lhes rodeiam, mas acima de tudo, possui uma gigantesca pobreza de consciência em entender que a melhor maneira de ser grande é fazer com o que o meu semelhante cresça também. Pense nisso! 

Paulo Veras é psicólogo clínico e organizacional, psicanalista, pedagogo, escreve e faz palestras, especialista em educação especial e inclusiva, especialista em docência do ensino superior e professor universitário em Goiânia-GO.

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