terça-feira, 19 de junho de 2018

SUICÍDIO NA INFÂNCIA E NA ADOLESCÊNCIA




O suicídio é hoje a terceira causa de morte na adolescência e a tentativa de autoextermínio a principal causa de emergência psiquiátrica em hospitais gerais do Brasil. Perde apenas para os homicídios e para o trânsito.
 


Nos últimos 10 anos, têm aumentado as taxas de tentativa de suicídio e suicídio consumado em jovens. Nas duas últimas décadas, o índice de suicídios aumentou em 90% bem como a ideação suicida. O número de crianças e jovens que se auto mutilam tem crescido de forma alarmante nas escolas e universidades e nós precisamos falar disso e buscar cada vez mais a prevenção contra este comportamento. 

No Brasil, a taxa de suicídio em jovens entre 15 a 24 anos aumento 20 vezes de 1980 para 2000, principalmente entre homens (Wang, Bertolote, 2005). 98% das pessoas que cometem suicídio apresentam algum transtorno mental à época do Suicídio (Flesmann, 2002), especialmente transtorno do humor (depressão, transtorno bipolar, etc). 

Por outro lado, nem todo suicida tem diagnóstico prévio, ou sequer um comportamento que o denuncie. Mais de 70% das crianças e adolescentes com transtornos de humor grave não apresentam diagnóstico e muito menos um tratamento adequado. Isso nos alerta para não nos deixarmos levar pelas crenças e mitos que rodeiam os comportamentos suicidas.

Os fatores protetores precisam ser fortalecidos, o apoio dado pela família, principalmente. A escola também precisa estar presente e sobretudo, escutar e estar à disposição de quem precisa. O apoio à família que é vítima de uma pessoa que se suicidou precisa também ser presente e eficiente. É importante refletir que o suicida não quer morrer e sim parar de sofrer e para isso o suicídio é visto como uma solução.

Contudo, para aquele que tira sua vida, a morte é uma saída definitiva para algo que poderia ser temporário.

Paulo Veras é psicólogo clínico e organizacional, psicanalista, pedagogo, escreve e faz palestras, especialista em educação especial e inclusiva, especialista em docência do ensino superior e professor universitário em Goiânia-GO.

Nenhum comentário:

SE TE APAGA, NÃO TE APEGA

Com o tempo vamos conseguindo nos desapegar. É um exercício quase que diário e que requer uma boa dose de consciência. Quando temos a...